Os visitantes internacionais deixaram US$ 4,96 bilhões nos 10 primeiros meses do ano de 2018

De janeiro a outubro deste ano, os visitantes internacionais deixaram nos destinos turísticos brasileiros cerca de US$ 4,96 bilhões, 3% a mais na comparação com o mesmo período de 2017. Nos 10 primeiros meses do ano passado, a receita cambial do turismo fechou em US$ 4,82 bilhões. A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) comemora o resultado, fruto do trabalho de promoção internacional do País aliado a um câmbio favorável para os estrangeiros visitarem o Brasil.

“Em novembro do ano passado, começamos a implantar o visto eletrônico para Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão, e avançamos também na discussão para ampliação da conectividade aérea, medidas que acreditamos que irão contribuir de maneira significativa para o crescimento da vinda de turistas estrangeiros para o Brasil e, consequentemente, para o crescimento da receita cambial e geração de empregos”, declara a presidente da Embratur, Teté Bezerra.
A informação foi divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (27). De acordo com o órgão, em outubro, os gastos internacionais chegaram a US$ 455 milhões. 

“Com as novas medidas para impulsionar o turismo, a expectativa é de que haja uma maior procura pelos destinos brasileiros. O Brasil atrai admiradores do mundo todo durante o ano, mas é no verão que mais pessoas se rendem as belezas naturais e ao caloroso charme do País, fazendo da estação a época mais aguardada pelo setor de turismo”, destaca a presidente da Embratur. 

Os resultados demonstram a importância de mais investimentos para o setor no Brasil. O mercado de turismo internacional é altamente competitivo e já faz parte de uma das principais fontes arrecadadoras de alguns países. Na Espanha, em 2017, o turismo contribuiu com 14,9% do PIB (Produto Interno Bruto), de acordo relatório do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). No Brasil, a contribuição do turismo é de 7,9%. Em um ranking comparativo com outros 185 países, o Brasil aparece em 117º lugar, quando levado em consideração o impacto do turismo no PIB. Mesmo assim, neste mesmo ranking, a economia do turismo brasileiro é a 11ª em dimensão.

Fonte: Ministério do Turismo