Evento que nasceu em Londres cresceu rapidamente no país e está presente em 56 cidades brasileiras

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Pela primeira vez, o Festival Pint of Science acontece em bares e restaurantes de todas as regiões do país. Durante o festival, moradores de mais de 50 cidades brasileiras podem conversar com pesquisadores de diferentes áreas sobre suas pesquisas e o impacto da ciência na sociedade de uma forma descontraída, sem necessidade de inscrição ou conhecimento prévio sobre o tema. A ideia é aproximar os cientistas do público em geral e discutir sem formalidade. Natália Pasternak, coordenadora nacional do evento e pesquisadora colaboradora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, falou sobre o Pint of Science 2018.

Ela comenta como o evento cresceu rápido no Brasil. Em 2015, aconteceu em apenas uma cidade. Em 2016, foram 7. No passado, 12, e agora são 56. A principal característica do festival é que ele tem que ser feito em bar ou restaurante. “As pessoas ficam mais à vontade para perguntar e o cientista fica mais à vontade para falar numa linguagem simples. Esse tipo de linguagem e o ambiente favorecem muito que a discussão realmente aconteça, que as pessoas possam realmente tentar entender como a ciência funciona, aproveitar que o cientista tá ali disponível, batendo papo no bar, é um modelo que funciona muito”, conta a organizadora. Segundo ela, o evento do ano passado teve bares e restaurantes lotados.

O Pint of Science busca cobrir todas as áreas do conhecimento, englobando desde as ciências duras até as humanidades. Natália Pasternak explica que sempre há os assuntos que estão “na moda” naquele ano, porque são os que mais apareceram na mídia. Nesse ano, os assuntos em destaque são a febre amarela, fake news, e Inteligência Artificial, pois foram muitos os avanços nessa área. O festival vai até essa quarta-feira, 16 de maio.

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