Segundo empresários, é preciso um diferencial para atrair o cliente

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Há uma nova seção no cardápio de alguns bares. Adivinhe o que é: não tem cheiro ou sabor e enche os olhos de damas e marmanjos. Acertou quem pensou em jogos de tabuleiro. Sucesso em endereços da noite, as brincadeiras com dados agora dividem espaço com os copos de cerveja sobre as mesas. O negócio é promissor — e as casas temáticas, especializadas no assunto, se consolidam por vários cantos, da Baixada à Zona Norte do Rio de Janeiro. A regra é simples: acomode-se com amigos, peça um chope, solicite algo para comer e, se der vontade, escolha um game para se divertir. Não há charadas na explicação do atual fenômeno entre adultos.

"Com a crise financeira e a violência da cidade, as pessoas saem menos. Hoje, o que mais tem no Rio é bar. É preciso um diferencial para atrair o cliente", defende Sheila Macedo, proprietária do Barzinga ao lado do marido Rodrigo Jorge Lima.

No simpático estabelecimento no Centro, há uma dezena de opções para quem quiser embaralhar pratos, garfos e cartas. A agenda do espaço, aliás, é robusta: de quarta a domingo, rolam eventos com gincanas relacionadas ao universo geek e ao mundo cinematográfico — os ganhadores são premiados com livros, canecas, DVDs ou créditos para consumação. Durante a semana, não raro pintam engravatados em horário de almoço por lá . Todos querem encher a pança e... jogar, é claro.

"Faz bem descobrir a criança que mora dentro da gente", opina Daniel Gravelli, um dos frequentadores assíduos do local: — A gente desliga o celular e se desconecta totalmente do lado virtual. É isso o que atrai.

Fonte:
Extra